Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

um bom dia pra malcriação

Uma reflexão muito interessante me tomou ontem. Como é que você manda a pessoa que você ama ir tomar no cu sem deixá-la chateada? Sim, porque chatear a pessoa amada implica (quase) necessariamente em se chatear por tabela. Então, por egoísmo ou altruísmo, chatear quem se ama é uma merda. A reflexão veio vindo por causa do dia que eu tive, sendo, esse sim, uma verdadeira merda. Começa comigo arranjando uma papelada filhadaputa na minha mesa e quando seguro o meu copo de café pra dar uma golada, o boi do setor entra correndo e me faz entornar o café na papelada. Unf... óquei! Pra um paulistano médio, isso já é um bom indicativo de mau dia. Depois, a clássica reunião marcada em cima da hora que te rouba a hora do almoço. Quando eu finalmente encontro tempo de comer, já era a fome, já tou meio enjoado e vou preferir comer alguma coisa decente em casa. Chegando perto da hora de ir embora, o chefe chama dizendo que tem muita confiança em mim, que eu tenho demonstrado um bom desempenho nisso e naquilo (merda anunciada...) e diz que está certo de que eu sou capaz de assumir a agenda dele por uma semana, já que ele vai estar em um congresso e blábláblá (merda realizada) – volto pra casa com uma pilha de serviço.

 

É aquela coisa: já que o estupro é inevitável, relaxa e goza. Passo na padaria, compro um monte de petifu e outros pãezinhos recheadinhos, duas garrafas de cabernet e volto pra casa, pra trabalhar, mas não antes de encarar os quase 100 quilômetros de congestionamento na marginal Pinheiros (assim não dá pra ser feliz, caralho!). Óquei, vive-se. Dou oi-beijo pra mulher, ela pergunta do dia, conto isso aí que já disse acima, divido os petiscos da padoca com ela, tomamos juntos uma taça do cabernet, levo o resto pro escritório e simbora ralar até de madrugada...

 

Tudo vai bem (na medida em que posso dizer que vai bem trabalhar à noite), até que ela me entra no escritório usando uma dessas roupinhas super sensuais e com um perfume que me deu até rinite. Eu queria dizer "sai, Cora, caralho!!! Sai  com esse perfume daqui!" mas disse "comprou um perfume novo, paixão? Diferente..." Ela veio vindo, veio vindo, toda faceira. Eu queria dizer "nem vem, Cora, nem chega que não tou podendo!" mas disse "paixão, vamos deixar pra daqui a pouquinho? Tou meio atrapalhado aqui com essas coisas e..." BLABLABLÁ... BLABLABLÁ... BLABLABLÁ!!! A mulher começou a falar um monte de coisa, ensandecida, toda com voz fofa, mas de quem não tinha a menor vontade de ceder... Um papinho mole que começa com um desejinho que vira cobrança, uma cobrancinha que vira acusação - e eu enfiando a taça na boca e os olhos no micro, antes da acusaçãozinha virar ofensa. Mas como é que pode a mulher querer vir com de-érre bem na hora em que eu tou precisando trabalhar, só porque eu não iria comê-la imediatamente? Caralho! Queria mandar tomar no cu! NO CU!!! Lindamente eu mandaria... O que eu disse afinal? "Lamento, paixão, você merece muito mais que isso... Quando eu terminar essa carga anormal de trabalho, prometo te recompensar da forma que você preferir".

 

A vida é foda!

 

para todo o sempre - anselmo zolla

Musica muito bonita - bastante Debussy, pra dar um ar onírico -, figurino bonito, coreografia bonita. Tá valendo a pena sim.
A temática é o amor e relacionamentos.
Gostei, mas ainda acho que podia estar um pouquinho melhor sincronizado.
Enfim, querendo ver, aqui você vai achar informações de que precisa

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Se eu fosse um livro nacional...

... qual seria esse livro? Dá pra descobrir por esse teste aqui.
 
Meu resultado é esse:
 
"O vampiro de Curitiba", de Dalton Trevisan

Descolado, objetivo e realista. Cult. Você deve se sentir mais à vontade longe de shoppings, da TV e de qualquer coisa que grite "cultura de massa". Nada de meias palavras: a elas, você prefere o silêncio. Você não vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, muito pelo contrário. Procura ver o mundo como ele é, entendê-lo, senti-lo. Às vezes, bate até aquele sentimento de exclusão, ou de solidão. Mas é o preço que se paga por ser um pouco "marginal". Não se preocupe, pois você atrai a admiração de pessoas como você: modernas no melhor sentido da palavra.
Em "O vampiro de Curitiba" (1965), Nelsinho protagoniza uma variedade de contos, nos quais ele busca satisfazer sua obsessão sexual vagando pelas ruas de Curitiba - paralelamente, esta cidade de contrastes se revela ao leitor. A temática e a forma já denunciam: este não é um livro para qualquer um. Tem que ter cabeça aberta para enfrentar a linguagem nua e crua de Trevisan, que é reverenciado pelo leitor capaz de driblar velhos ranços burgueses.

Profª Olgária Matos

São Paulo, sexta-feira, 12 de junho de 2009

 

Reitora não tem mais condições de continuar, diz Olgária Matos

DA REPORTAGEM LOCAL

A filósofa Olgária Matos é professora titular daquela que é considerada a faculdade vermelha da USP, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Aposentou-se em 2003, mas acompanha atentamente a vida da instituição, na qual ingressou como estudante no ano anterior à promulgação do AI-5, em plena ditadura militar.
Considera que "a reitora não tem mais condições políticas de se manter no cargo", mas teme que, de novo, "se derrube o tirano sem tocar nas razões da tirania". Abaixo, trechos da entrevista concedida ontem. (LC)
 
 
FOLHA - O que deu errado na terça-feira?
OLGÁRIA MATOS
- É inadmissível que uma manifestação pacífica de estudantes e funcionários tenha de se enfrentar com a polícia dentro do campus universitário. Os manifestantes podiam até ter objetivos criticáveis -ou não-, mas, desde a Academia de Platão até as universidades modernas, esse recinto é o único preservado da violência policial porque é definido como o local que luta contra a violência, contra a barbárie. É o local em que se produz conhecimento, especulações, ciência. O local que faz parte do repertório da humanidade para se humanizar. Então não é o lugar que comporte a ocupação policial contra uma manifestação de estudantes desarmados.
 
FOLHA - A reitoria alega que a PM foi usada para impedir a depredação do patrimônio público e o desrespeito ao direito de não grevistas...
MATOS
- É preciso garantir o direito de ir e vir de todos os que participam da vida da universidade, é certo. Agora, como se chegou a esse ponto? Parece-me que os canais de contato entre os estudantes e a reitoria ou entre os funcionários e a reitoria estão muito precarizados.
Os funcionários apresentaram uma pauta de reivindicações, o que é algo obviamente legítimo.
Cabe à outra parte discuti-la.
Debatê-la. Agora, quando as instituições universitárias não debatem e, em vez disso, optam por enfrentar um protesto pacífico, de pessoas desarmadas, com o emprego de força militar, é porque têm uma sensação muito grande de perseguição. Alguma coisa muito séria está acontecendo com uma universidade que se torna incapaz de debater ideias diferentes.
 
FOLHA - Alunos, professores e funcionários exigem a saída da reitora...
MATOS
- Do ponto de vista global da instituição, politicamente, aconteceu uma espécie de vazio de poder. Quando se usa a violência, é porque se perdeu a autoridade. A universidade não é o lugar da força ou da violência. É o lugar da autoridade...
Agora, o jogo de forças entre os vários setores da universidade é que vai definir os próximos passos. Tenho certeza de que a atitude da reitora derivou de algum aconselhamento, provavelmente de professores mais conservadores, que a pressionaram a agir dessa maneira.
Porque ela não agiria assim sem se sentir respaldada. O que tudo indica é que a reitora não tem mais condições políticas de se manter. Na medida em que ela usou a violência, pela simples recusa ao debate, ficou comprometida a sua função institucional como intelectual.
O intelectual está lá para impedir o uso das armas. Ainda assim, eu me pergunto se -de novo, e porque é mais fácil- não se estaria derrubando o tirano, em vez das causas da tirania. Você pode substituir o reitor. E depois? É por isso que existe a luta, que não é de hoje, pela democratização das instâncias que elegem o reitor.
 

FOLHA - A PM deve sair da USP?
MATOS
- Imediatamente. A polícia estar lá é quase uma provocação... Uma sociedade é tanto mais feliz, tanto mais democrática, quanto mais ela conseguir conviver com seus contraditores. Uma sociedade que só é capaz de conversar com o mesmo não é uma sociedade.

aconteceu uma espécie de vazio de poder. Quando se usa a violência, é porque se perdeu a autoridade. A universidade não é o lugar da força ou da violência. É o lugar da autoridade...
Agora, o jogo de forças entre os vários setores da universidade é que vai definir os próximos passos. Tenho certeza de que a atitude da reitora derivou de algum aconselhamento, provavelmente de professores mais conservadores, que a pressionaram a agir dessa maneira.
Porque ela não agiria assim sem se sentir respaldada. O que tudo indica é que a reitora não tem mais condições políticas de se manter. Na medida em que ela usou a violência, pela simples recusa ao debate, ficou comprometida a sua função institucional como intelectual.
O intelectual está lá para impedir o uso das armas. Ainda assim, eu me pergunto se -de novo, e porque é mais fácil- não se estaria derrubando o tirano, em vez das causas da tirania. Você pode substituir o reitor. E depois? É por isso que existe a luta, que não é de hoje, pela democratização das instâncias que elegem o reitor.
 

FOLHA - A PM deve sair da USP?
MATOS
- Imediatamente. A polícia estar lá é quase uma provocação... Uma sociedade é tanto mais feliz, tanto mais democrática, quanto mais ela conseguir conviver com seus contraditores. Uma sociedade que só é capaz de conversar com o mesmo não é uma sociedade.

 

Folha de São Paulo, caderno Cotidiano

 

SEC XXI


 VOCÊ SABE QUE  ESTÁ FICANDO LOUCO NO  SÉCULO XXI QUANDO:

1.  Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha
na  mesa ao lado da sua;

2. Você usa o celular  na garagem de casa para pedir a alguém que o
ajude a desembarcar as  compras;

3. Esquecendo seu celular em  casa (coisa que você não tinha há 10
anos), você fica apavorado e  volta para buscá-lo;

4. Você levanta  pela manhã e quase que liga o computador antes de
tomar o  café;

5. Você conhece o significado de naum,  tbm, qdo, xau, msm, dps, Cc,
Cco,...;

6.  Você não sabe o preço de um envelope comum;

7. A maioria das piadas que você conhece,  você recebeu por e-mail (e
ainda por cima ri sozinho...);

8. Você fala o nome da firma onde trabalha  quando atende ao telefone
em sua própria casa (ou até mesmo o  celular !!);

Você digita o '0' para  telefonar de sua casa;

10. Você vai ao  trabalho quando o dia ainda está clareando e volta
para casa quando  já escureceu de novo;

11. Quando seu  computador pára de funcionar, parece que foi seu
coração que  parou;

11. Você está lendo esta lista e está  concordando com a cabeça e
sorrindo;

12.  Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou
que  a lista não tem o número 9;

13. Você  retornou à lista para verificar se é verdade que falta o
número  9 e nem viu que tem dois números 11;

14. E  AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO;

15.  Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem;

16. Provavelmente agora você vai clicar no  botão ''Encaminhar''... É
a vida...fazer o quê... foi o  que eu fiz  também...


Feliz  modernidade.


Recebi por e-mail nessa manhã!

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Troféu Bola de Feno

Não é Israel nem Iraque...

É aqui mesmo, nessa USP tão nossa velha conhecida...

... com aquela greve que a gente já manja...

... e uma ação coercitiva que nunca antes eu havia visto na vida!!!

Quem ensejou eu não sei, mas o Estado não devia se valer desse tipo de expediente.


Ao nosso governador José Serra,
TOFÉU BOLA DE FENO DO ANO!!!
(Mais fotos desse "evento" podem ser vistas aqui)

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Por LAMENTO! leia-se FODA-SE!!!

- Então, eu queria ver o que ta acontecendo com o meu IPTU.

- Bom dia, senhora! (LEIA-SE: esqueceu a educação em casa, foi?).

- Ahn? Tá, bom dia! Vamo ver, né? Então, o endereço é esse aqui:...

- Senhora, um instante, eu preciso do seu número de contribuinte.

- Ai, não dá pra você olhar aí? Não sei se eu trouxe não!

- Meu banco de dados não me dá esse acesso, senhora. (LEIA-SE: se eu tou pedindo a porra do número, é porque não tem como eu olhar essa merda!!!)

- Escuta, o que você consegue olhar aí então?

- Muito do que a senhora precisar, contanto que eu tenha o número de contribuinte. (LEIA-SE: tudo, menos o que você quer!)

- Ta, e se eu não tiver o que eu faço?

- A senhora pode ir ao setor de cadastro e se informar quanto ao número, fornecendo o endereço.

- Mas se eles podem ver, você também pode!

- Lamentavelmente não, senhora. (LEIA-SE: foda-se você, retardada, não ouviu o que eu falei?)

- Ai... ta aqui o número.

- Pois não, senhora... (LEIA-SE: ah, achou, né, vagal...) A senhora está devendo os exercícios de 2007 e 2008, senhora. Todas as parcelas.

- Como assim? Eu sou isenta!!!

- Sim, foi por falta de recadastramento.

- Mas eu recadastrei!!!

- A senhora recadastrou no fim de 2008 apenas senhora.

- Não, mas tem que cancelar isso! Vocês é que não informam, eu nem sabia!

- Senhora, veio escrito nos IPTU's que o recadastramento era necessário. Assim mesmo, desconhecimento de lei não é razão pra o seu não-cumprimento. (LEIA-SE: Não lê o que vem escrito, problema seu! Vai ter que pagar tudo). Ah, a propósito, tem taxa de lixo também: 2005, 2004 e 2003.

- Daquela vaca da Marta!!! Não paguei mesmo!

- É... é lamentável! (LEIA-SE: mesmo que fosse vaca, você tinha que pagar assim mesmo, caloteira do caralho). Mas a senhora vai precisar quitar pra não ter de responder a processo!

- Ta, então emite tudo aí que eu vou lá.

- Só na sala da dívida ativa, senhora! (LEIA-SE: ... e sai logo da minha mesa!)

- Não, tou cansada de andar, você vai emitir tudo! Sou eu quem paga o seu salário!

- Infelizmente não paga, senhora. Porque se a senhora não pagar seu imposto, é processada, mas eu continuo recebendo. (LEIA-SE: Caloteira!!! Caloteira!!!) E realmente, dívidas ativas são renegociadas na sala da dívida ativa. (LEIA-SE: quer que eu desenhe???)

... (Bola de feno... Mulher sai)

- Boa tarde, senhora! Até mais! (LEIA-SE: se fodeu! Se fodeu!)

 

Enfim, fotos: NYC

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Facinho é mais gostoso!

Coisa que eu valorizo em demasia, quando se trata de culinária, é a praticidade. Na verdade, não gosto de nada, nessa vida, que me complique muito pra me dar um pouco de prazer. Se é pra ser gostoso, também quero que seja fácil.

 

O prato que eu fiz nesse último finde junta as duas coisas. É um enrolado fantástico, que fica muito saboroso, muito leve e não requer a menor prática.

 

Você precisa comprar um rolo de massa pra pastel, um pacote de catupiry ou outro requeijão culinário, um tomate, um tanto de blanquet de peru, um pouco de pimenta do reino, um ovo e um pouquinho de gergelim.

 

Pra fazer é assim: a massa de pastel vem enrolada em papel filme. Uma de meio quilo, você abre na sua mesa; desenrola até a metade e não tira o papel filme dela, pra evitar a sujeira. Depois, vai colocando as rodelinhas de peru, até cobrir quase tudo (porque é melhor que as extremidades da massa estejam vazias. Daí, você coloca os pedacinhos do tomate (aquele que você já picou), e sobre eles, uns montinhos de catupiry – não entupa demais de catupiry, se não a massa vai virar uma meleca. Dá uma polvilhadinha leve com pimenta do reino. Agora, você enrola de novo a massa, agora sim, desprendendo do papel filme que vai estar por baixo dela. Aperta as pontinhas com os dedos, só pra grudar. Coloca em uma assadeira. Pega o ovo, tira só a gema, dá uma batidinha nela com o garfo (coisa pouca). Pincela a gema batida por cima do enrolado e joga os gergelins aí, que vão ficar grudadinhos. Pronto, joga no forno, com fogo alta (mas nunca o mais alto que tiver) e deixa ele lá, se fodendo. Vai ficar assado em coisa de 15 ou 20 minutos.

 

O processo todo demora, quando muito, meia horinha. É bem gostoso; acompanha uma salada, uma sopinha ou serve só pra lanche mesmo – tudo é bom.

Grande finalista

É foda! Não tem nem o que falar!!!
 
Quando a mulher é gata, mas gata demais, ela não precisa nem pensar em apelar.
 
A Manu já tá entre as finalistas - mas isso a gente já sabia que ía acontecer. De quanquer forma, não custa reforçar!!!